Tendo sido estabelecido um diagnóstico definitivo e tendo sido avaliada a extensão da doença (estadiamento) pode ser delineada a estratégia terapêutica. O tratamento do cancro oral constitui habitualmente uma abordagem multidisciplinar envolvendo esforços de cirurgiões, radioterapeutas, médicos oncologistas, estomatologistas, nutricionistas, terapeutas da fala e outros. As modalidades terapêuticas curativas na atualidade são geralmente a cirurgia, a radioterapia associada ou não à quimioterapia, e esta última por si só numa fase mais avançada da doença.

Cirurgia

Os avanços na cirurgia têm permitido o tratamento de um número crescente de tumores. Atualmente tenta-se tratar os tumores com recurso a cirurgias menos invasivas preservando a estrutura normal da cavidade oral tanto quanto possível assim como a função. A cirurgia oferece a maior probabilidade de cura para muitos destes doentes, principalmente para aqueles em que a doença ainda não se espalhou para outras partes do corpo.

Radioterapia

A radiação ionizante aplica energia que lesa ou destroi as células na área a ser tratada via alterações induzidas no ADN impedindo-as de continuarem a crescer. Embora os estragos se estendam também às células normais estas, numa percentagem significativa de casos, continuam a ser capazes de se repararem e voltarem à sua função normal.

A radioterapia destina-se a tratar tumores sólidos localizados. Antes do início da radioterapia é necessária uma sessão de planeamento em que se marca a posição do doente durante todo o tratamento assim como a área a ser tratada; é confecionada uma máscara que permite manter a cabeça do doente sempre na mesma posição nos dias subsequentes.

A dose total de radiações a aplicar no doente é dividida em pequenas frações que são administradas diariamente o que aumenta a tolerância dos tecidos às radiações. Cada tratamento diário demora em média 10 a 15 min, a maior parte dos quais são gastos no posicionamento do doente. Os tratamentos diários prolongam-se por várias semanas de modo a permitir a reparação dos tecidos normais após cada exposição às radiações e assim minimizar os efeitos permanentes. Por outro lado a dose diária deve ser suficientemente elevada para destruir as células malignas ao mesmo tempo que poupa os tecidos normais.

Quimioterapia

Consiste, juntamente com as anteriores, numa das três principais formas de tratar o cancro. Baseia-se na utilização de medicamentos para destruir as células cancerosas ao interferirem com a capacidade destas crescerem. A vantagem da quimioterapia em relação às duas terapêuticas anteriores é que ela permite atingir também as células que se possam ter espalhado no organismo (metástases). Existem muitos tipos diferentes de drogas classificadas como agentes quimioterápicos e a escolha de uma ou de outra depende do tipo de cancro que estamos a tratar. A quimioterapia atua de várias formas: pode por si só levar à morte das células malignas, diminui o risco de metastização, sensibiliza as células malignas para a radioterapia e reduz o tamanho de qualquer cancro antes de uma eventual cirurgia.

Factores de Risco

Dados recentes mostram que o segmento da população onde a incidência do cancro oral  tem aumentado mais rapidamente é nos não fumadores com menos de 50 anos. Saiba que comportamentos podem ajudar a que a doença faça parte da sua vida.

Sinais e Sintomas

Esteja atento às manifestações do seu corpo. Saiba aqui que sintomas podem ser manifestados pela doença

Diagnóstico

Cabe ao seu médico avaliar o significado dos sintomas e sinais, que podem ser comuns a outras patologias.

Sabia que...